Boa noite, boa noite! Sejam todos muito bem-vindos. Hoje o dia promete, hoje o dia é especial, afinal de contas, teremos uma live que há muito tempo já estava guardada. Falaremos simplesmente com a Odontoprev, uma das referências do nosso mercado, uma empresa que quem já é assinante do Simpla Club, já conhece de muitos e muitos tempos. Afinal de contas, como a gente gosta bastante de receber dividendos, a Odontoprev sempre foi uma das queridinhas nesse quesito. Hoje, nosso objetivo aqui é conhecer um pouco mais sobre a empresa, seu modelo de negócios. Nós preparamos aqui algumas perguntas para aprofundar cada vez mais na tese e, obviamente, para levar todo esse conhecimento a todos aqui, que hoje vão nos acompanhar. E além de entender mais sobre o negócio, não vão faltar perguntas para entender melhor quais são as perspectivas da empresa em relação ao crescimento e principalmente, como a gente já falou de dividendos, o que a gente pode esperar da empresa também ainda esse ano. Afinal de contas, a Bolsa está surpreendendo, está renovando as máximas históricas. Ainda assim, pode vir muita valorização pela frente, que é o que a gente inclusive acredita dentro do Simpla Club, mas aqui a gente quer entender um pouco da Odontoprev, o que que a gente pode esperar dessa empresa para esse ano. A gente sempre, dentro do Simpla Club, gosta de analisar, comentar sobre empresas, né, que são, na sua essência, né, o modelo de negócios mais menos arriscado, né? Um modelo de negócios mais arredondinho. Odontoprev faz parte, né, desse seleto grupo de pessoas. Sempre trabalhou com nível de uma saúde financeira exemplar, sempre foi realmente uma empresa que nos agradava pelo quesito ali dos seus fundamentos. Já estou vendo aqui, mais de 30 pessoas já estão ao vivo conosco. A live aqui deve continuar, já disparamos as mensagens para todos os grupos, então logo mais, novas pessoas vão participando aqui. Então agradecendo já de antemão, a presença de vocês. Já estou vendo aqui, o Marcelo, o Sinval, o Paulo, a Carla, Adriana, Juliana, Adriana, a Lídia, Inês, sejam todos muito bem-vindos! Então agora não estou sozinho nessa, na verdade, estou muito bem acompanhado. Então quero chamar aqui em primeira mão o Guilherme. Guilherme, que é nosso analista, responsável hoje pela parte da cobertura de ações. Então, Gui, é um prazer ter aqui com você hoje, aqui na live. E para completar aqui, o nosso quadro, aí sim, vamos convidar Odontoprev aqui para se apresentar. Hoje, quem está falando por ela é o Pacheco. Pacheco, seja muito bem-vindo. Mais uma vez, obrigado aqui pela sua presença, pela sua disponibilidade. Queria, antes de tudo, que você se apresentasse, né? Quem você é, um pouco da sua trajetória, e também falar um pouquinho aí sobre a Odontoprev. Você Você nos... Pacheco, nos escuta? Acho que agora não está escutando, não. Pacheco, seu microfone está mutado. Pacheco, você nos escuta? Vocês me ouvem? Agora sim! Eu não estou ouvindo vocês. Ah. ¡Opa! Ué- Ô, Pacheco, a gente estava fazendo aqui a introdução, queria que você se apresentasse pros nossos assinantes, comentasse um pouco da sua trajetória dentro da Odontoprev e ainda seguindo, né, um pouco sobre a empresa que hoje você representa. Eu acho que ele não está nos escutando. É! Quer ver, vamos. Não estou ouvindo vocês, não. Opa. Eu estava ouvindo, mas agora não, não estou mais. Tranquilo, usted. Hã... Vamos ver aqui. Vou tentar aqui. Ô, Gui, enquanto a gente está ajustando aqui esses, as falhas técnicas, que só quem faz ao vivo sabe, né? A gente tem que- Exacto se virar aqui para fazer tudo acontecer. Mas vamos já trocando um pouco aqui de ideia da Odontoprev, até já para ir contextualizando aqui a nossa audiência. Muitos aqui já vão conhecer sobre o case, quem já aqui é assinante há mais tempo, mas faz um breve resumo. Quem que é a Odontoprev no mercado? A Odontoprev, eu diria que não é... assim, ela é muito conhecida no segmento dela, porém eu digo, pro público em geral, diria que ela talvez não seja tão conhecida, porque quando você pensa em seguro saúde, normalmente você associa ele, por exemplo, um seguro saúde hospitalar, então você pensa numa Sulamérica, no Bradesco Saúde, essa é a primeira coisa que aparece, né? Até porque muitas vezes você associa com o SUS, ou um hospital particular no geral. A Odontoprev ela também cuida da parte da saúde, porém da saúde dental, né? É uma parte extremamente importante, inclusive o Brasil é o país ali, que as pessoas têm o maior índice, né, de cuidado com os dentes. Porém, o público em geral não conhece muito a questão dos seguros dental, né? Que seria exatamente onde a Odontoprev atua. A empresa é a principal companhia fornecedora desse serviço, é referência no mercado há mais de 20 anos. Então a empresa é líder de mercado há mais de 20 anos. É uma empresa extremamente sólida, extremamente conhecida, consolidada. São mais de 25 mil dentistas credenciados na rede, e a empresa atua praticamente no Brasil inteiro, principalmente aqui na região Sudeste e Sul do país, pegando Nordeste, é um pouco menos lá no Norte, porém, ainda assim, abrange o Brasil inteiro. Responsa, hein? Responsa apresentar essa, logo na frente aqui do Pacheco, Diretor de RI e Finanças. Pacheco, você escuta a gente aqui agora? Estou ouvindo perfeitamente, obrigado. Bom, boa noite, boa noite a todos. Pacheco, boa noite! Mais uma vez aqui, é prazer ter você aqui conosco. Queria te pedir para você dar uma breve introdução, né, se apresentar e também uma breve introdução aí, hoje, de como a Odontoprev está, falando um pouquinho sobre os últimos resultados da empresa. Maravilha! Bom, boa noite, Gabriel, boa noite, Guilherme, boa noite aí a todos que nos acompanham. É um prazer imenso aqui estar vindo conversar com vocês, representando a Odontoprev. Como a turma já comentou, a gente está listado há exatos 20 anos na B3. A abertura de capital, eu lembro bem, ali em 2006, então parece que foi ontem, mas já tem aí duas décadas. A empresa líder de mercado, desde o século passado, desde 98. Parece que foi ontem e já tem aí um bom tempinho. Olha, a gente só sabe fazer um negócio e a gente faz, modéstia à parte, bastante bem, que é cuidar da boca de nove milhões de brasileiros. Isso no Brasil inteiro, a maioria vinculado a grandes contratos, as grandes empresas nos conhecem muitíssimo bem, mas as pessoas não. Porque ainda não é um negócio de consumo, então a gente vende muito para as grandes empresas que empregam no Brasil, a gente cobre o Brasil inteiro, atua em todos os estados. São milhares, quase 30 mil dentistas credenciados, e isso se transforma numa escala. São, mais uma vez, mais de nove milhões de brasileiros conosco. O segundo colocado no mercado tem ali por volta de sete milhões. Então, a gente tem aí uma receita prima, vamos falar disso hoje. Então, é um modelo digital, é um modelo sem ativos físicos, em que a gente traz uma tecnologia que ninguém tem. Todo dia a gente está lá entendendo mais de 25 mil procedimentos odontológicos, e isso de uma maneira com uma plataforma tecnológica. A gente entende o que os dentistas fazem, mais uma vez, vindo de 2.500 cidades diferentes, e isso se traduz numa capacidade de precificação que ninguém tem, em margens. E, de novo, gente, não é um caso recente, não. Estamos completando agora o 20º aniversário de como empresa aberta, e a empresa foi fundada ali nos anos 80, se tornou líder nos anos 90. Então, tem coisa para caramba aqui para conversar. Hoje, recebi já uma lista prévia de algumas páginas de pergunta, que bom! Na primeira conversa, normalmente, é bom ter uma série grande de perguntas, porque o caso é diferente mesmo. É muito importante a gente já dar esse aviso, essa conversa. Então, em essência, vocês vão ver margens que ninguém faz, uma estrutura de capital que tem zero de dívida. Não errei, não, é zero de dívida mesmo, e a gente paga praticamente o lucro inteiro da companhia pros acionistas há mais de 10 anos, tá? Então, é um prazer imenso, muito bom estar aqui com vocês. A gente tem toda uma estrutura e uma política de relações com investidores que visa a pessoa física, em especial aquelas que estão dando os primeiros passos. Então, a gente é muito fã de educação financeira, então o convite aí da Simpla bateu no nosso coração e a gente vai estar aí de portas abertas sempre. Beleza? Vamos lá, vamos bater essa bolinha? Legal demais, você falou da palavra-chave: dividendos. Todo mundo aqui está ansioso, a gente vai comentar sobre isso ainda ao longo dessa live, mas eu até queria pedir pro Guilherme aqui inaugurar então essa longa lista aí de perguntas que ele preparou aí hoje. Boa! Perfeito. Pessoal, primeiramente, boa noite a todos, né? Então, é um prazer imenso aqui estar com a Odontoprev. Eu acho que de todas as empresas de saúde, eu acho que minha empresa favorita, sem dúvida, até porque eu acho que é literalmente a única que faz ali o que ela faz, do jeito que ela faz, com o foco que ela faz. Então, eu acho que para a gente começar esse bate-bola, acho que seria a gente já entender um pouco mais sobre a capilaridade da companhia, né, sobre o tamanho da companhia. Tem uma coisa que eu acho muito interessante da Odontoprev, principalmente quando você compara ali com os concorrentes, é que a Odontoprev ela é líder de mercado e consegue cobrar mais caro do que os seus concorrentes, e é muito mais eficiente do que seus concorrentes também. Eu queria, acho que se você pudesse comentar um pouco mais para a gente, como que vocês conseguem... Simplesmente, vocês juntaram o sonho de qualquer empresa: é líder, tem o melhor... tem o preço mais alto. Então, assim, vocês não... o ticket não é um problema, então vocês conseguem cobrar mais sem perder cliente, e conseguem ter a maior eficiência ainda do setor. Vocês ganham em todas as pontas, praticamente. Então tem muita tecnologia por detrás e um modelo de negócios que é único, né? Nós somos diferentes dos concorrentes. Por quê? Primeira grande razão é que a companhia só faz odontologia, então ela foi fundada por dentistas, ela tem uma área operacional de dentistas muito expressiva, e a gente foca em entender o que que o dentista faz quando ele te atende. Assim, temos já uma escala muito grande de pacientes. O Brasil já tem a odontologia como... não é todo mundo conhece, mas todo mundo vai no dentista com uma certa regularidade. Não é bem assim em alguns países europeus, tá? No fundo, a gente se inspira muito no que acontece nos Estados Unidos. No fundo, já aconteceu nos Estados Unidos, tem mais de 200 milhões de americanos com planos odontológicos, tá? No Brasil, são apenas 35 milhões. Então, assim, o que que a gente faz que os concorrentes não fazem? A gente garante uma qualidade de execução pelos dentistas, de acordo com a sua necessidade. E como que a gente faz isso de uma maneira que ninguém faz, entrando mais no detalhe? Entendendo como ninguém, através de imagens digitais, através do raio-X. Então, a gente precisa entender, antes do dentista te tocar, o que que ele pretende fazer, depois o que ele fez, e aí a gente é capaz de ter um diagnóstico perfeito, para que não haja nenhum sobretratamento, nem subtratamento. "Puta, Chico, mas como é que faz isso?" A gente pede imagens, né? Temos aplicativos que estão lá no celular do dentista, então ele tira imagens da situação, do problema, da cárie ou do plano de tratamento que ele se propõe a fazer. E depois, os nossos dentistas, a nossa plataforma, que cada vez fica mais robusta, mais capaz, mais rápida, ela vai construindo prontuários para cada um dos nove milhões de brasileiros que estão conosco. Então a gente entende a sua boca, talvez melhor do que você. Então, assim, a gente é capaz de... a gente entende cada dente. Entrando bem no detalhe. Então, com isso, a gente garante que os tratamentos que estão feitos, sendo feitos, eles estão seguindo os protocolos acadêmicos corretos, o material é adequado, de qualidade. Com isso, você não vai ter a chamada reconfecção, o cliente não vai ter que voltar no dentista: "Poxa, não ficou bom, estou com dor". Isso a gente procura minimizar. Então, em outras palavras, gente, qualidade máxima. Qualidade máxima, o cliente reconhece. O concorrente, para ele lidar conosco, tem que dar desconto. Então, uma das primeiras intuições é que não é que a gente cobre mais. O concorrente, que ele não é um especialista, ou ele é uma empresa de saúde, ou é uma empresa de seguro de vida, ou uma empresa até de seguro de automóvel, ele entende do seu negócio principal. E o nosso negócio principal é Odonto. 100% da nossa receita vem da odontologia. Eu diria que 2% ou 3% apenas, da receita dos nossos concorrentes, vem da odontologia. Mais uma vez, ou vem de saúde, ou vem de seguro de vida, ou mesmo de automóvel. Então a gente é especializado, a gente entra no detalhe e é capaz de entender, eletronicamente, a performance e o comportamento de quase 30 mil dentistas. Então, esse banco de dados... hoje, no mundo dos negócios, o domínio da informação, o domínio de dados, é uma vantagem competitiva importante. Eu diria que tecnologia é disparado a nossa principal vantagem competitiva. E olha que a gente tem investidor em mais 30 países. Quem vem da Europa, dos Estados Unidos ou da Ásia nos visitar, diz assim: "Nunca vi isso, de onde vocês copiaram?" Gente, é brasileiro, foi desenvolvido aqui. A empresa fundada em São Paulo, até hoje nossa sede, aqui em São Paulo. Então tecnologia brasileira, a gente investe bastante em tecnologia todos os anos, para que seja capaz de entender o comportamento, garantir máxima qualidade nos tratamentos feitos, e com isso reduzir a fraude ao mínimo. Fraude é um assunto importante em saúde, e a gente é muito eficiente e consegue reduzir as tentativas de fraude a um patamar muito baixinho. Isso tudo junto, especificação correta, qualidade máxima e um foco total no modelo, que é sem ativos físicos, nos dá há 20 anos. Tem aí 20 anos de informação como empresa aberta, que a gente fica muito orgulhoso. E a história não acabou não. Tem muita água para passar debaixo da ponte ainda. Esse que é o principal, coisa boa! Pacheco, eu queria mudar um pouco o rumo aqui da conversa. Claro. Entender melhor como que hoje vocês fazem a distribuição dos seguros. A gente, né, através das informações que vocês disponibilizam, a gente vê que o canal bancário de distribuição, ele é muito importante, principalmente através do Bradesco, que é o acionista majoritário hoje da Odontoprev. Eu queria entender melhor como que essa relação, de fato, se configura, né? Qual que é o grande papel aqui do Bradesco, até também se possível comentar também sobre o Banco do Brasil. E, junto a essa pergunta, vou fazer uma referência aqui de uma outra empresa, só para entender se em algum momento o Bradesco tem o interesse ou tem a possibilidade de internalizar ou até mesmo de não renovar, talvez, algum contrato com a Odontoprev, aí fazendo uma referência com a Caixa de Seguridade, né? Com a antiga Wisu, que a gente sabia que a Wisu, por exemplo, tinha a Caixa, né, como seu controlador, mas a Caixa preferiu não fazer a renovação dos contratos, porque ela preferiu lançar a própria empresa dela, em que ela teria, né, quase que a total participação ali sobre a companhia. Então, a minha pergunta é: existe a possibilidade de ter alguma rivalidade com o próprio Bradesco internamente? Como que hoje vocês lidam com essa, com esse cenário? Então, vamos lá. Na saúde, na saúde chamada suplementar, né, os planos de saúde, e no dental não é diferente, basicamente, o principal canal de vendas é o corretor, né? Então são milhares de corretores no Brasil inteiro vendendo seguro, por que não dizer, seguro saúde. E ali o dental, ele vem muitas vezes junto, né, na mesma abordagem comercial. Só que tem uma diferença do dental pro saúde: o dental, gente, é 3% ou 4% apenas do preço de um plano de saúde. Então, as comissões, né, que são muito expressivas no seguro saúde, né? São 20, 25 vezes maiores, né, porque é proporcional ao preço de venda, no dental, elas são mais modestas. Então, assim, a gente abriu capital em 2006... E já em 2009, o Bradesco se associou estrategicamente à Odontoprev. Então, de 2006 a 2009, o nosso principal concorrente era justamente o Bradesco, que tinha uma empresa na época chamada Bradesco Dental, uma operadora. Essa operadora se associou à Odontoprev, então nós somos, Gabriel, o operador odontológico do Bradesco. Então a gente tem a possibilidade de trabalhar em exclusividade no Brasil inteiro com o Bradesco. E ele, não sem razão, é nosso principal acionista. Esse é um acordo de 2009, pessoal. Não é nada novo, já tem muito tempo. E de lá para cá, a gente vem desenvolvendo e expandindo o que a gente chama hoje de marca Bradesco. A marca hoje, Bradesco Dental é uma marca, né, no fundo, que oferece ao público, em particular aos clientes do Bradesco, a possibilidade de ter um plano odontológico, ter um plano dental, que é operado, que é entregue pela Odontoprev, tá? Então essa exclusividade, ela é perpétua, né? A gente tem total alinhamento de interesses com o Bradesco. O Bradesco, imagina, jamais vai vender a alguém que não seja, né, a própria marca Bradesco, que no fundo, somos nós, né? Então, assim, essa parceria nos alegra muito, é a marca que mais vende nos últimos cinco anos, disparado. E ela, por que que isso é importante pra quem nos ouve agora? Porque através, gente, dessa parceria, o Bradesco tá nos permitindo ter um tipo de cliente que é muito difícil dos concorrentes terem, que é justamente a pequena empresa, a média empresa, que por acaso tem muito mais gente trabalhando hoje na Europa, nos Estados Unidos, no Brasil não é diferente, tem muito mais funcionário, as empresas médias empregam muito mais gente consolidada no Brasil do que as grandes. Então imagina que a gente tá chegando, Guilherme vai gostar disso, num mercado novo, maior que o mercado tradicional, que é das grandes empresas. E aí, como o cliente é assim, tem uma regra no dental e no saúde, que é assim: quanto menor o cliente, quanto menos funcionários ele tem, mais risco ele traz, né? Porque você pode... um grande cliente de 50 mil funcionários, 80 mil funcionários, você dilui o risco por 80 mil, por exemplo. Mas numa empresa de três pessoas ou cinco pessoas, você pode ter seleção adversa, você pode ter até o não pagamento, você pode ter um cancelamento de contrato. Então, o cliente menor, pequeno, ele traz mais risco. Então, assim, através dessa parceria com o canal bancário exclusivo, né, que é o Bradesco, a gente tem tido a oportunidade de chegar na pequena e média empresa, que traz um preço de venda maior, que traz, no fundo, um retorno superior ao grande contrato. E isso ninguém está fazendo nos últimos cinco anos. A gente acredita, e aí a conversa fica aqui mais animada ainda, que nos próximos cinco anos, o potencial desse mercado de pequenas empresas, que, de novo, é maior, em tese, do que o de grandes empregadores, ele pode ser um passo muito importante aí no crescimento da companhia, como tem sido, né? Os últimos trimestres, a gente bateu recorde praticamente em todos, agora em 2025, né, abrindo as portas dessa nova fronteira, né? Estamos levando o dental para pequena empresa, para o pequeno empresário. E não é só nas grandes capitais, não, nas médias cidades, nas cidades pequenas, de uma marca que todo mundo conhece, que é a marca Bradesco. Então essa parceria, ela agora está rendendo frutos muito interessantes. Mais uma vez, começou em 2009, e a gente acha que tem muito ainda caminho pela frente. Perfeito! E uma coisa interessante dessa mudança do mix, né, é que quando o cliente, né, no caso, o paciente, a pessoa, a pessoa que entrou ali, a pessoa que vai utilizar o serviço da Odontoprev, ela chega até o dentista: "ah, eu estou com uma cárie aqui, eu preciso fazer um tratamento." O dentista ele vai cobrar o tratamento, independente se você vê, se seu plano é corporativo, se seu plano é de pequenas e médias empresas. E, ou seja, e como pequenas e médias se têm um preço muito mais alto do que no corporativo, isso volta, né, para Odontoprev como uma rentabilidade muito maior. Então, não à toa que a empresa ela saiu ali em torno de 49% de margem, hoje em dia, já está beirando ali os 62%, que é um pouco dessa mudança de mix, né, que a companhia tem feito, saindo, diminuindo um pouco a representatividade da parte corporativa, né, aumentando ali um pouco mais nas pequenas e médias e no individual. E nessa linha, eu queria tirar uma dúvida: a principal vantagem hoje da parte do canal bancário, né, o grande oceano azul, seria justamente em acessar essas pequenas e médias, e a pessoa física, ela entraria também nesse meio bancário ou o go to market para acessar essa pessoa física seria por outros meios? Ô, Guilherme, esse é um bom ponto. Por um lado, a gente já tem muita confiança e previsibilidade nesse crescimento junto à pequena empresa, né, o pequeno empresário. Então, esse é um cliente que é foco estratégico do banco, da seguradora, e isso acaba nos beneficiando bastante, porque a gente já é capaz de entregar no Brasil inteiro um plano competitivo para esse perfil de cliente. A gente tem crescido aí dois dígitos, não tem porque a gente pensar diferente aí para alguns bons anos pela frente. Agora, a pessoa física, Guilherme, ainda não é uma realidade, não. Esse é um desafio, na realidade, a gente estuda isso profundamente, não tem nenhum caso de sucesso na Europa, nos Estados Unidos ou mesmo no Brasil, de alguém que já consiga chegar no consumidor. Gente, é tão difícil, que é muito raro no Brasil, você achar um plano de saúde individual. Muito raro, né? Por quê? Porque tem diversas razões aí, mas rapidamente, o plano de saúde não consegue cobrar todos os anos, o aumento de custos que ele tem, porque ele é tabelado, ele é regulado, né, pela agência brasileira aí respectiva. Então muitas vezes, né, você tem margens até negativas nos planos individuais, não sem razão. Há mais de 10 anos, muitas companhias deixaram, né, de comercializar, Guilherme, os planos individuais. Olha só, no dental, os fundamentos do consumidor, né, o dental, o plano dental, ele ainda não é uma realidade no Brasil ainda, pras pessoas, né? É, para a grande empresa, é certamente, é, é para a pequena empresa, está se tornando através da Odontoprev, mas assim, os planos individuais ainda representam, gente, um grande desafio, ninguém resolveu. A gente está tentando, a gente tem quase, né, na companhia, um milhão de clientes em planos individuais, mas esse número não cresce há cinco anos. Então continua uma carteira ali de ao redor de um milhão de vidas, mas dentro do nosso nove milhões, tá? Que eu comentei já anteriormente. Então qual é o recado aqui? O recado, gente, que o crescimento dos próximos anos, ele está mais provavelmente vindo das grandes empresas, né? Onde a gente tem uma relação de longo prazo, a gente ganha muitos contratos por qualidade diferenciada e não é dando desconto assim para crescer não, tá? Crescendo, fazendo margens interessantes e sendo muito justo ainda, com preços competitivos. E finalmente, ali, a pequena e média empresa. Então a conclusão, gente, que pequena e média empresa é uma realidade, a gente pode ter expectativas já aí bem positivas. Adoraria eu dizer o mesmo nos planos individuais, ainda não é... não chegamos lá ainda não, a gente ainda está subindo essa montanha aí, que é bem difícil. Ô Pacheco, e você acredita que para os próximos anos, tanto a parte do segmento corporativo, como também de pequenas e médias empresas, dá pra gente esperar um crescimento ainda de dois dígitos? Considerando Considerando até, né, misturando um pouco essa pergunta com o cenário agora de queda de juros, talvez as empresas vão ter um pouco mais aí de disposição de contratar, de expandir e por aí vai. A A gente poderia esperar um crescimento acima de dois dígitos ou não seria o contexto? Ô, ô Gabriel, a gente tá um pouco longe disso, né? Então assim, mais uma vez, a gente tem que ser aqui, de novo, são 20 anos de empresa aberta, não podemos deixar a turma com expectativas irrealistas, tá? A gente gosta de ser bem humilde aí nas promessas e entregar, trazer, né, entregar bastante e prometer pouco. Então assim, não tamo nesse nível ainda não. As nossas margens, ninguém tem, a nossa capacidade de ter um mix, né, e um perfil de clientes é bastante diferente do mercado. Dívida zero, daqui a pouco vamos falar dos dividendos, mas assim, a gente tá dando passo a passo, tamo ali mais na metade de um dígito, trazendo crescimento. Daqui a pouco cês vão ver aí que tem concorrente que nem crescimento tem, tá? Não vou entrar muito no mérito aí, porque os modelos de negócios são bem diferentes, mas assim, vamos andar para frente, com margens bem positivas, com uma carteira que é cada vez mais rentável, então a margem de hoje não é a de cinco anos atrás, é mais alta, modéstia à parte. E mais uma vez, com o pé no acelerador nos dividendos, porque é isso que a gente faz sempre, está? Em linha já com essa questão do dividendo, puxando ali um pouco da pergunta do Gabriel. A gente tá num cenário, tudo indica ali uma queda de juros, talvez a partir de amanhã ou provavelmente, né, uma probabilidade muito maior, a partir de março. E a companhia, como você mesmo comentou no início, é uma empresa que não tem dívidas e é caixa líquido, né? A empresa gira ali acima de R$ 1 bilhão de caixa líquido, e que, como a gente sabe, né, esse caixa ali, ele fica rendendo os juros para companhia. Esse juro ele é atrelado à Selic. Então, com a queda da Selic, inevitavelmente, a companhia também tem algum tipo de penalização ali na parte da receita financeira. A minha dúvida é: dado toda a estrutura da companhia, a estratégia de crescimento é centrada aí, o foco maior é principalmente no crescimento, principalmente pequenas e médias empresas, você acredita que é possível compensar a perda de rentabilidade pela queda da Selic, com esse crescimento incremental? Então, deixa eu ajudar aqui. A gente tem dois tipos de caixa: o caixa aplicado no longo prazo, e esse não tem nada a ver com a Selic, então é IPCA ou prefixado, títulos públicos em 100%; e tem o caixa curtinho, esse que está na mão para pagar as contas do dia a dia, esse sim, é 100% Selic. Então é mais ou menos 60, 40. 60% no longo prazo, 40% no curto prazo. Então assim, a gente tem já uma receita financeira contratada por mais de cinco anos na frente, com prêmios, especialmente sobre o IPCA, que é o indexador mais comum que a gente tem nos contratos. A gente normalmente convida o cliente: "Olha, escolhe um indexador", a maioria escolhe o IPCA, seja empresa grande, seja empresa pequena. Várias coisas aqui: primeiro, o nosso custo, há mais de 10 anos, ele não sobe IPCA, ele sobe menos. E a gente tem já aplicações longas de IPCA, começando ali no três, no quatro, no cinco, no seis, enfim, tem todo um portfólio aí de aplicações. Então a gente já tem um prêmio contratado sobre o IPCA, para muitos anos pela frente. E a parte curta? A parte curta do dinheiro está ali no Selic, realmente. Então acabamos de pagar no mês passado, em dezembro, aquele caixa ali de R$ 1 bilhão, acabamos de pagar R$ 410 milhões de dividendos em JCP, então o caixa não é mais de R$ 1 bilhão, já virou R$ 600 milhões. Claro que, todo dia a gente está gerando aí um valorzinho de fluxo de caixa operacional. Então, modéstia à parte, o fluxo de caixa é positivo todo dia, tá? E isso não tem porque mudar, não. Então, assim, a gente tem uma receita financeira, isso basicamente já aconteceu pra 2026, 2027, por aí vai. A gente não tá aqui pra gerar receita financeira. A nossa mesa de operações nossa, ela não visa ficar lá no mercado, enfim, o nosso mandato é entregar a melhor odontologia possível, tá? Não tamo aqui pra ficar operando o mercado financeiro, isso vocês fazem muito melhor do que nós. Isso posto, assim, vai ter receita financeira, sim, não no mesmo tamanho, né, claro, de 2025, mas talvez ali semelhante a 2023, e modéstia à parte, não é nada pequeno, não. Isso posto, a gente tem uma confiança muito grande aí, de estar trazendo margens e valor que vão estar mais que substituindo essa menor receita financeira. A receita financeira não vai ser do mesmo tamanho, mas ela cai muito pouco. A gente está num processo agora de expansão de margem, pessoal. É isso que tem acontecido aí nos últimos cinco anos. De onde ela vem? Vem de produtos novos, de maior retorno. Acabei de citar aqui o principal deles, que é o PME. Ele é para cima, ele é crescente, ele está batendo recordes e a gente espera aí uma performance muito interessante no canal bancário, junto especialmente ao Bradesco, aí nos próximos anos. Além disso, a nossa estrutura administrativa e a própria estrutura de comercialização, ela vem se tornando mais eficiente nos últimos anos. Vou dar um exemplo aqui: a gente triplicou os investimentos em tecnologia. A gente estava ali investindo R$ 30, 40 milhões por ano, e agora, recentemente, batemos R$ 80, 90 milhões por ano. Esse investimento, basicamente, é tecnologia, leia-se novos robôs, processos digitais. Então, esses ganhos de eficiência vão reduzir a chamada despesa administrativa sobre receita, ou mesmo, no tempo, a despesa de comercialização sobre receita está sendo mais eficiente, né? O chamado custo de aquisição. Então a empresa está ficando mais eficiente, está? Essa é a grande conclusão. Estamos começando a colher os frutos dos investimentos em tecnologia dos anos anteriores. Então essa expansão de margem que está sendo construída, ela vem patrocinada por uma estrutura de custos mais competitiva, por despesas que estão ganhando com a escala da companhia e colhendo os frutos, em essência, desses maiores investimentos que foram feitos até recentemente. Então isso a gente vai fazendo passo a passo, colhendo os frutos e tendo certeza de que os competidores não estão replicando. Essa que é a grande estratégia: fazer o que ninguém faz, chegar num cliente que ninguém tem, ter ferramentas de tecnologia que são possíveis de serem copiadas, mas vai demorar um pouquinho. Então a gente procura dificultar o caminho de quem compete conosco, bastante. A conclusão está aí nos números. A gente trazendo aí retornos interessantes pros nossos... são 60 mil, aproximadamente. Pessoas físicas brasileiras, agora na nossa base, e a gente adoraria estar dobrando e triplicando esse número aí nos próximos anos. Vamos trabalhar juntos para isso. Com certeza! Ô, Pacheco, então só a gente fazendo aqui um resumo, né, até aqui, o que a gente já conhece sobre a empresa. Então, mesmo que não seja um case, né, de enorme crescimento, mas ainda assim a empresa consegue entregar resultados consistentes. Você ainda citou essa possibilidade, né, de crescimento entre as pequenas e médias empresas, que através disso, a gente pode até esperar mais alguns ganhos de eficiência, aumentando um pouco ali a margem, que já é uma margem de lucro boa, mas ainda podendo aumentar, junto com outras iniciativas que vocês têm promovido, ainda a possibilidade do ticket médio também aumentando. Enfim, temos esse lado de crescimento, um resultado, digamos, consistente. Ao mesmo tempo que vocês trabalham com endividamento zero. Então, enquanto agora muitas empresas, né, estão tendo dificuldade em pagar dividendos, porque ou estão muito alavancadas, ou estão tendo, por exemplo, muitas despesas financeiras, né, por causa dos juros muito altos, vocês operam então com uma saúde financeira que é exemplar, né? Que ela é realmente única. Então, no final das contas, se a empresa está crescendo, margem de lucro legal, não tem endividamento, isso acaba então sobrando dividendos, né? Geração de caixa para distribuir dividendos. O que você pode contextualizar aqui para a gente, o que vocês esperam para esse ano, talvez até dando uma visibilidade um pouquinho mais longa, vem coisa boa aí pela frente? Olha, a gente tem que se conter aqui, né, pra falar, né? Mas vamos lá, vamos ver o que a gente pode... Nos últimos 10 anos, ó só, a gente distribuiu, em média, 95% do lucro, tá? Então esse número não vem por acaso. Basicamente, a gente distribui 100%, claro que tem que tirar ali 5% de reserva legal, então 100 menos cinco, dá os 95%. Esse é um número de distribuição que a gente gosta muito, e praticamente todos os trimestres, tá, a gente tá anunciando juros sobre capital próprio, né, que é a nossa prioridade número um, porque existe um cunho tributário aí no juro sobre capital próprio. Então assim, quem está nos acompanhando aqui hoje na Simpla pode ter a convicção de que a Odontoprev é sim uma empresa que tem uma vocação muito clara para pagar dividendos, para pagar juros sobre capital próprio e também fazer recompra de ações com alguma frequência. Somando isso tudo, a gente está falando praticamente da integralidade de 100% do lucro, menos ali, de novo, os 5% de reserva legal. Então assim, não é nada, não é nada, hoje aí, nós estamos falando aí de 8% a 10%, vai, em relação aí. Não sei como é que fechou o papel hoje, mas fazendo aí as pontinhas do nosso ritmo, né, de distribuição dos chamados juros sobre capital próprio, mais os dividendos, mais eventuais recompra de ações, você já tem aí uma rentabilidade interessante, além do próprio crescimento da companhia. Então, é assim, é essa disciplina, a gente é muito atencioso, né, a essas práticas. Não estamos aqui para fazer aquisições de baixa qualidade, então eventualmente, quando a gente faz algum movimento de crescimento inorgânico, a gente estudou muito, selecionou, fez as diligências. Agora, essa realmente essa previsibilidade, né, se eu puder dizer, poucas companhias podem talvez dar uma visão aí dos próximos 10 anos. Dá para imaginar que nos próximos 10 anos, de novo, poucas companhias podem dar esse horizonte assim tão longo, mas eu diria que dado o modelo de negócios que a gente tem na Odontoprev, a estrutura de capital que é zero de dívidas e a não necessidade de capital de giro, então a gente tem contratos que são pré-pagos e a gente tem uma estrutura de custos muito estudada, muito eficiente. Diria que a gente é um fortíssimo candidato no mercado brasileiro de capitais a estar sempre ali na carteira do índice de dividendos e daqueles que esperam dividendos recorrentes, regulares e expressivos, podem contar conosco, faz parte do negócio. É o que a gente gosta de fazer mesmo, então. Show demais! É, Pacheco, eu queria pegar um pouco aí do que você comentou da questão do custo, né? Que o custo do serviço odontológico, ele não cresce da mesma forma que a inflação médica, que um dos fatores, né, porque o Brasil- Nem da inflação, não é só da... É, Guilherme, deixa eu só ajudar aqui. Não, é porque a inflação médica é duas, três vezes o IPCA, tá? É, na realidade, a gente tem um custo abaixo do próprio IPCA, tá? O negócio é assim, é bem diferente. Vou ser bem direto aqui. Vocês veem aí as empresas de capital aberto, do ramo de saúde, é assim, é fácil de você achar sinistralidade de 90%, de 85%, ou seja, o custo sobre a receita, tá? Agora, ali tá mais perto de... talvez 70% alto, 80% baixo. A gente listou as ações da companhia, naquela época lá, o nosso custo era 45% da receita, caiu para 40%, agora tá em 39%. Então assim, isso é tecnologia, isso é escala, a gente sendo mais eficiente, ali na... inteligência artificial tá ajudando demais. Então assim, o nosso custo ele está indo até na direção oposta do mercado, tá? Muito difícil uma outra companhia ter esse padrão de eficiência, tá? Ali de custo abaixo de 40% da receita, mais uma vez, a prática ali no segmento está mais aí para 70%, 80%. Perfeito! É, eu queria contextualizar, né, explicar um pouco pro pessoal que tá assistindo. É, o Brasil é um país muito grande, é, temos diversas pessoas, é, milhões de pessoas, é um dos países mais populosos do mundo. E o Brasil tem uma coisa muito curiosa quando a gente pensa na parte de odontologia, que o Brasil forma, em média, 8.000 novos dentistas por ano. Quando você compara com países da Europa, praticamente a totalidade dos dentistas, né? Dentistas, é. É, praticamente a totalidade que os países da Europa possuem de dentistas, né, para se a-- ou seja, você vê uma máquina de formação de profissionais que a gente tem aqui no país. E uma coisa que eu queria entender é: para esse novo profissional que está entrando aqui no mercado agora, qual que é a vantagem dele se associar à Odontoprev? Olha, o Brasil é reconhecido como um dos países que tem odontologia de mais alto nível. A Universidade de São Paulo, muitas vezes ela tem o primeiro lugar na faculdade de Odontologia. Então assim, diversas associações internacionais já tiveram brasileiros como presidentes em odontologia. Então assim, o padrão brasileiro, o nível é muito alto. A gente tem um número de escolas grande, e como você bem lembrou, a gente forma bons profissionais Brasil afora. Então, o que acontece? O que a gente quer é facilitar o acesso, ter bons profissionais em cidades que a gente atua, são 2.500 cidades, são quase 30 mil dentistas. Então, o dentista conosco, ele tem algo muito importante, que é uma previsibilidade de pacientes, de clientes. Como a gente tem cerca de nove milhões de beneficiários, o dentista ele é quase que um profissional que está buscando... ele tem uma incerteza que é comum no varejo, por exemplo, as lojas não sabem qual é a receita do seu mês seguinte ou do seu semestre seguinte. O que a gente traz para ele, de acordo com a especialidade acadêmica dele, é uma certeza de fluxo de clientes ou de tratamentos, de acordo com a especialidade acadêmica dele. Então, na grande maioria das vezes, o dentista credenciado nosso, ele é especialista num determinado tema, e a gente leva situações daquele tema, que ele tem uma melhor performance, para que ele execute. Então, a capacidade de diálogo com ele, de trazer escala, de trazer educação continuada, cursos online, de trazer materiais gratuitos de bom nível. Então, essa relação, vamos dizer, de dentista para dentista, uma vez que a gente tem um, como se fossem consultores de campo no Brasil inteiro, que são dentistas. E aí, esse face a face ou mesmo online, que as outras companhias que têm um viés mais voltado a outro tipo de negócio, seja ele, mais uma vez, automóvel, seguro de vida ou mesmo seguro saúde, isso faz uma enorme diferença. Então, essa gestão de custo acaba se traduzindo aí num retorno interessante, e esse retorno, a margem, por que não dizer, tem sido até melhor aí nos últimos anos. Então, assim, vamos fazer com cautela, vamos fazer passo a passo, tendo certeza de que a gente não está sendo copiado ou dificultando o caminho, né, pro concorrente perceber que, enfim, dá para copiar, mas é difícil para caramba, vai ralar um pouquinho. E é isso que a gente tem se distanciado cada vez mais com esse... você usou a expressão "O Oceano Azul", a gente gosta, tem esse livro, até recomendo aí para quem puder conhecer, né? É bem interessante, a gente gosta muito dessa abordagem, de trazer pela primeira vez um cliente novo, trazer um cliente novo pro mercado. E a gente tendo vantagens, né, de atrair esse pequeno empresário, essa pequena empresa, que é muito difícil do concorrente chegar lá. Por que que é difícil? Porque ele depende do corretor, e o corretor ele é muito voltado às comissões. As comissões das empresas pequenas é muito pequena, é muito modesta, né? Isso posto, assim, um canal bancário, né, com mais de 70 milhões de clientes, esse é o número que o Bradesco se refere nos materiais de relações com investidores, né? Dos quais, gente, a gente tem 4.5 só, 4.5 milhões numa base que o Banco Sim, que é de cerca de 70. Então, Então, isso dá uma capacidade de trabalho e de parceria única no mercado, e que está cada vez mais trazendo resultados que a gente fica muito contente. Agora, de novo, tem muito pela frente. Precisa... não é fácil, não é nada simples. Se fosse, já estava pronto. A gente está, né, em particular, nessa toada e aumentando a parceria com o banco desde 2009, tá? Então, são... já são o quê? 15 anos, 16 anos, é, assim, aprendendo, aperfeiçoando e fazendo juntos cada vez mais, né? Isso nos anima muito aí. Pacheco, o Guilherme trouxe aqui um contexto de formação de dentistas, né? E que, me corrige se eu tiver aqui errado, mas acho que o Brasil tem até o dobro de dentistas que os Estados Unidos. Estados Estados Unidos já é também uma, é disparado o segundo colocado nesse mercado, né? Não sei se eu falei aqui os números exatos, mas acho que a proporção seria essa. E até pegando um pouco do contexto também dos Estados Unidos, a gente vê tudo que acontece primeiro no mercado desenvolvido, acaba mais cedo ou mais tarde, replicando aqui no Brasil, pelo menos isso em outras áreas. Na parte de saúde, especificamente, que a gente vê isso acontecendo, talvez num ritmo um pouco mais lento, e aí eu vou contextualizar isso melhor. Nos Estados Unidos, a penetração de planos de saúde, planos odontológicos, é muito maior do que no Brasil. Queria saber de você, da Odontoprev, se você acredita que nós ainda temos espaço para evoluir, para fechar um pouco essa grande diferença que existe hoje entre os dois mercados. O que você vê de perspectiva para o setor? Olha, o saúde, eu acho que já chegou lá, está num tamanho muito importante de beneficiários, né? São mais de 50 milhões de brasileiros com plano de saúde. É o benefício corporativo número um, não é? É um sonho de consumo, né, o plano de saúde privado. Então, hoje, são mais ou menos ali 53 milhões de brasileiros, a grande maioria, funcionários das grandes empresas, né? Então, é um benefício corporativo, Gabriel, e que basicamente, nos últimos 10 anos, tem se mantido nesse patamar, um pouquinho acima de 50 milhões de beneficiários, 50 milhões de vidas, né, como a gente denomina. Isso dá um quarto dos brasileiros, né? Então, esse é um mercado, vamos dizer, maduro, é um mercado muito previsível, não é? É, que tem desafios importantes, é, que está passando por consolidação, muito provavelmente vai ter mais pela frente. Esse é um mercado já existente, né? Um mercado aí, é, de centenas de bilhões de reais. O dental, ele é menor, mas, é, é, em contrapartida, ele tem crescido muito mais rápido. Então quando a gente abriu o capital, eram 4% dos brasileiros com plano dental, ele tinha sete milhões de beneficiários. Hoje, eu já mencionei aqui, tem 35. Então o 4% de penetração já virou 17%. Lembra que a gente comentou lá que são 200 milhões de americanos? Isso dá aí, talvez 70% de penetração. Gente, nós estamos na metade do caminho, no Brasil. Então assim, e num ticket, é... quando a gente vai lá fora, né, mais da metade dos acionistas Odontoprev está nos Estados Unidos. E aí quando a gente vai lá conversar com eles, eles falam: "Nossa, custa quatro ou cinco dólares por mês, por que que não vende mais, né?" Quatro, cinco dólares pro americano é barato, pro brasileiro não necessariamente, né? Então assim, tem muita coisa pela frente. A gente acha que o mercado potencial no Brasil ainda tem muitos anos aí de crescimento pela frente. O que a gente está fazendo é diversificar, não apenas focar na grande empresa, que essa todo mundo conhece, todo mundo sabe onde fica, o gestor é profissional e por aí vai. Mas acho que a grande oportunidade está representada por esse segmento de mercado, que é maior, mas que ninguém chega, porque não tem acesso. O corretor não vai lá, porque as comissões são muito baixinhas, mas o banco está lá todo dia fazendo conta corrente, cartão de crédito, dando empréstimo e etc. E aí, é uma marca que todo cidadão brasileiro conhece. Então, por que não dizer a marca Bradesco Dental? É a marca que mais vende no portfólio nosso, aqui da companhia, nos últimos cinco anos, nos últimos sete anos. É muito provável que nos próximos cinco anos, próximos sete anos, seja mais uma vez essa marca aí que todos os dias vende. E assim, é uma capacidade da gente lidar com uma organização bastante grande, líder de mercado em seguros, em um banco aí que todo mundo conhece. Então, assim, esse é um privilégio que não tem outra companhia em saúde que tenha. Então, assim, a gente tem também uma parceria exclusiva com o Banco do Brasil, que é muito mais uma defesa do que uma conquista de mercado. Então a gente tem exclusividade com todo o sistema Banco do Brasil até meados da próxima década. Então, assim, são as duas principais marcas de distribuição de seguro de caráter privado de empresas listadas. O BB Seguridade é listada, o próprio banco, Bradesco é listado também, e a gente tem exclusividade com as duas. Então essa é uma estratégia que nenhuma outra companhia tem seguido, e assim, é bastante difícil dela ser replicada com esse grau de eficiência. Mais uma vez, são cerca de 15 anos ali aprendendo. É, porque esse é um caminho novo, a gente está sendo pioneiro, né, em fazer esse tipo de estratégia. Dá trabalho, mas, enfim, a gente fica muito animado aí com o que vem pela frente. Perfeito! É, Pacheco, Gabriel, estamos já se aproximando aqui, né, do final da nossa live. Queria agradecer, tem muita gente mandando pergunta também no chat. Eu queria tirar aqui uma pergunta referente sobre os dividendos, né? Aham! Até um ponto de curiosidade que eu tenho: existe algum motivo específico? Porque, por exemplo, a companhia ela anuncia dividendos trimestralmente, porém, normalmente ela marca ali aquele pagamento lá pro mais pro final do ano, né? Meio que todas as datas ali se coincidem. Ali no caso do ano passado, foi, se eu não estava enganado, foi 10 de dezembro. Exatamente! Tem algum motivo específico para isso? Outro dia, um colega nosso de companhia disse: "ah, é pra caprichar no Natal da turma". Mas assim, enfim, isso a gente pode estar revendo, né, a qualquer momento. O importante é fazer as deliberações com frequência, com regularidade. E assim, muitas vezes, tem alguma razão, né, pra você preservar o caixa. Isso aconteceu na pandemia, por exemplo, em que você tinha uma incerteza muito grande: "o que que vai acontecer amanhã?" Era todo mundo aprendendo ali em 2020, né? O que que vai acontecer no semestre que vem? Enfim, e a gente foi muito conservador naquela época. Imagina que você queira, só pra dar um exemplo aqui hipotético, fazer uma aquisição e você querer evitar dívida, aí você faz, não é, o anúncio normal de dividendos, mas você não necessariamente está pagando ali no trimestre seguinte ou daqui a dois trimestres. Então, assim, esse assunto, claro, a gente olha com muita cautela, com muita estratégia, mas o importante, para deixar claro aqui para todo mundo, é que a nossa vocação de distribuir, de deliberar dividendos, gente, essa veio para ficar. Contem conosco. A gente vai ali na medida do possível fazendo o desembolso e tal, é isso aí, contem conosco. Olha, queria mais uma vez aqui agradecer muito. Educação financeira é algo que a gente é muito atento, estamos de portas abertas, sempre estaremos. O caso é diferente, puxa, é seguro, não, é tecnologia, também não, é saúde, também não é, é odontologia com uma plataforma de tecnologia que ninguém tem, é mais ou menos isso. E aí, o que a gente está muito contente, né, de trazer os conceitos, de explicar. Podemos fazer isso, enfim, com a frequência que vocês quiserem, nossa alegria. E vamos em frente, vamos, enfim, construir aí o setor, trazer valores diferenciados, sempre com uma governança de ponta e procurando melhorar, né, o site de RI. A gente tem um site de RI exclusivo aí, para as pessoas estarem nos acompanhando. Lá tem um botãozinho, se você quiser se inscrever, deixar lá seu e-mail. Toda notícia, todo comunicado, né, automaticamente a gente bota aí, português, inglês, aí para todo mundo. Então, vai ser um prazer aí ter, manter sempre aí as portas abertas pro investidor pessoa física e ter essa comunicação ativa aí, como um dos diferenciais aí do nosso programa de relações com investidores. Com toda certeza! Não, eu tenho certeza que o pessoal também gostou, Pacheco. Inclusive, a gente chegou aqui a bater mais de 100 pessoas ao vivo, acompanhando. Pô, tá. Isso que a live ainda vai continuar entregando, né, para, para novas pessoas interessadas. É, de novo, né, é uma empresa que a gente acompanha há bastante tempo, então quem é assinante antigo aqui da nossa casa, já, já sabe, já, já, já conhece, né, mais a fundo ali a Odontoprev. Então, só para caminhar então para os finalmentes aqui da live, quero mais uma vez te agradecer pela disponibilidade, né, pela essa abertura, né, e interesse aí de vocês também em participar da live conosco. Agradecer também ao Guilherme, aí, que hoje tem a responsabilidade de cobrir a parte de ações dentro aqui da casa, e a todo mundo que nos acompanhou. Então, mais uma vez, obrigado e uma boa noite a todos. Só um comentário: para o pessoal que assina o Simpla Club, convido vocês também, dentro da plataforma, Odonto— temos o relatório da Odontoprev, a Odontoprev está muito bem ranqueada lá no nosso ranking também de ativos, e lá você vai ter acesso a todas as informações sobre a companhia. É isso aí, então aqui na descrição aqui do vídeo também tem mais informações. Bem lembrado, Gui. Valeu. Valeu, pessoal! Valeu, pessoal. Obrigado, gente. Abraço a todos, hein? Abraço. Um abraço, tudo de bom. Obrigado!
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