Bom dia a todos e a todas. Obrigado por aguardarem. Sejam bem-vindos à teleconferência de resultados do quarto trimestre de 2022 da Santos Brasil. Estão presentes hoje conosco o Diretor Presidente, Antonio Carlos Sepúlveda, o Diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores, Daniel Pedreira Dorea, e o Diretor Comercial, Ricardo dos Santos Cotelli. Neste momento, todos os participantes estão conectados apenas com o mute. Após a apresentação, será iniciada a sessão de perguntas e respostas, quando mais informações serão fornecidas. Gostaria de convidá-los que revisem a apresentação de resultados que estão disponíveis no site de relações com investidores da companhia, o qual será disponibilizada a gravação deste evento. Antes de prosseguir, reforço que eventuais declarações que possam ser feitas sobre as perspectivas de negócios da Santos Brasil, bem como projeções ou metas operacionais e financeiras, constituem crenças e premissas da administração da companhia, bem como informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não são garantias de desempenho, envolvem riscos e incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores e analistas devem compreender que condições gerais, condições do setor e outros fatores operacionais podem afetar os resultados futuros da companhia e podem conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras. Gostaria agora de passar a palavra ao Senhor Daniel Pedreira Dorea, que iniciará a apresentação. Por favor, Senhor Daniel, pode prosseguir. Bom dia a todos, todas. Espero que estejam bem. Obrigado pela presença a mais um bom resultado de Santos Brasil. Como já foi anunciado, ao meu lado hoje, Antonio Carlos Sepúlveda, nosso CEO, e Ricardo Cotelli, Diretor Comercial. 2022 foi um ano histórico para Santos Brasil, com crescimento relevante em todas as unidades de negócios e geração de caixa sólida, que nos permitiu distribuir mais de meio bilhão de BRL em proventos aos acionistas e também investir mais de 400 milhões de BRL na expansão da empresa. Essa estratégia de crescimento dos negócios e remuneração dos acionistas deve continuar norteando os próximos capítulos da Santos Brasil. No ambiente de negócios, 2022 representou uma volta ao normal, com uma progressiva regularização das cadeias de suprimentos globais, passado o período mais agudo da COVID-19. Em termos de volume, vimos o retorno da sazonalidade típica do setor, com um 3rd quarter forte e um 4th quarter mais suave. 2023 deve repetir essa trajetória sazonal. Em 2022, experimentamos estabilidade nos volumes de contêineres operados nas nossas unidades, o resultado financeiro é recorde. Isso só foi possível porque a nossa estratégia comercial e de pricing se mostrou acertada, com recomposição de preços e consequente aumento de ticket médio em todas as linhas de serviço, sejam de carga, de armazenagem ou de logística integrada, inclusive com a captação de cargas com maior valor agregado, em que pese a retenção de contêineres ter se mantido elevada, acima de 50%. Eu queria passar rapidamente pelos destaques financeiros. No quarto trimestre de 2022, a receita líquida consolidada da Santos Brasil cresceu 6.2% em relação ao quarto trimestre de 2021, somando BRL 469 million, apesar da queda de 8% na movimentação de contêineres nesse último trimestre. No ano de 2022, a receita líquida consolidada alcançou BRL 1.9 billion, representando uma alta de 26% em relação ao ano de 2021. O EBITDA consolidado também teve um aumento importante de 24% no quarto trimestre de 2022, somando BRL 198 million, com margem de 42.3%. Em 2022, o EBITDA totalizou BRL 810 million, o que representa um crescimento de 42% em relação a 2021. A margem de EBITDA consolidada fechou em 42%, retornando ao patamar de 40%, mesmo se desconsiderarmos todos os efeitos não recorrentes ao longo do exercício. Para nós, é um marco importante e ainda vemos espaço para expansão de margens, cujo incremento também virá de uma maior contenção de custos e despesas em 2023. No bottom line, reportamos um lucro líquido de BRL 135 million no quarto tri, que totalizou BRL 430 million em 2022, 78% superior a 2021. Do lucro líquido gerado e do uso da reserva de lucro disponível, a Santos Brasil distribuiu BRL 535 million aos seus acionistas em 2022, o que representa aproximadamente BRL 0.62 por ação e um dividend yield de 8%, considerando o valor, o preço de fechamento da ação no último pregão de 2022. Na ponta do CapEx, fizemos, aplicamos BRL 166 million no Q4 2022, alocados principalmente no Tecon Santos e nos terminais de líquidos brownfield, no Porto de Itaqui, cujas operações, vale ressaltar, já foram iniciadas. Ao longo de 2022, o CapEx somou BRL 406 million, concentrado na expansão e modernização de nossos terminais portuários, principalmente o Tecon Santos e os terminais em Itaqui. Desse total, cerca de 70% foram aplicados no Tecon Santos, aumentando em 200,000 TEUs a sua capacidade comercial, cuja expectativa é atingir 2.6 million TEUs até 2026. 2022 marcou a primeira operação de um navio da classe New Panamax no Porto de Santos, que foi o maior já operado no Porto, e esse marco coube à Santos Brasil. Nosso terminal está sendo preparado para operar three navios dessa nova classe no Porto de Santos e mais um navio de menor porte simultaneamente. Isso criará uma vantagem competitiva importante para o nosso terminal. A mensagem é. Estamos focados em maximizar o retorno dos nossos ativos e, em igual medida, gerar valor aos acionistas. Destinamos quase R$ 1 bilhão entre investimentos e proventos. Ainda assim, a companhia encerrou o exercício de 2022 com R$ 650 million em disponibilidades e um caixa líquido de R$ 278 million. Sobre alguns indicadores operacionais. Se olharmos os volumes registrados no quarto trimestre de 2022, quando houve queda de 8% contra o mesmo trimestre de 2021, há um claro contraste em relação ao resultado financeiro apurado, o que pode ensejar dúvidas sobre o futuro próximo. Não é a nossa visão. Primeiro, precisamos ter em mente que 2022 já reflete a sazonalidade típica do segmento de contêiner, com a concentração do pico sazonal no terceiro trimestre e um arrefecimento no quarto trimestre, em especial a partir da segunda quinzena de novembro. Esse padrão foi alterado pelos efeitos da pandemia da COVID-19 em 2020 e principalmente em 2021, o que torna essas bases comparativas imperfeitas. O Tecon Santos e a própria Santos Brasil Logística acabaram sendo um tanto mais afetados, dado a maior exposição aos volumes de importação, que acabaram sofrendo mais no quarto trimestre de 2022, especialmente pela queda do consumo de bens duráveis, o que não ocorreu, por exemplo, com o Tecon Itapoá, que registrou crescimento de 18% year-over-year, e o Tecon Vila do Conde, que cresceu 4% a movimentação de contêineres no trimestre. Esses terminais, repare, eles são mais vocacionados à exportação e à cabotagem. O TEV, O TEV, o nosso terminal de veículos no Port of Santos, apresentou crescimento de 33% na movimentação de veículos no quarto trimestre de 2022, quando comparado ao mesmo período de 2021. A exportação de veículos leves foi o principal fator que impulsionou os volumes dessa unidade de negócio. Em 2022, o número de veículos movimentados pelo TEV somou 281,000 unidades, 40% superior a 2021. Foi um belo ano para o terminal de veículos da Santos Brasil. Olha, dois tópicos rápidos finais pra endereçar antes de abrir o Q&A. Primeiro, destacar o ingresso das ações da companhia na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, o ISE, que passou a vigorar em janeiro de 2023. O ISE reúne um seleto grupo de empresas reconhecidamente comprometidas com a agenda ESG, e o ingresso da Santos Brasil nesse índice, que é o quarto maior do mercado primário, consolida o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável. Por fim, chamar a atenção pra alguns aperfeiçoamentos no índice de resultados. Nesse novo formato, nós segregamos as unidades de negócio pra facilitar a análise do desempenho de cada uma e também darmos uma maior abertura aos números da Santos Brasil Logística, com a publicação da volumetria e da receita das operações de armazenagem agregada, os Crias, e movimentação de pallets nos centros de distribuição. A gente entende de distribuição. A gente entende que todos os nossos investidores e os nossos destinatários de informação, os consumidores dessa informação, poderão com mais clareza e acerto, fazer análise individual em cada unidade de negócio da empresa. Tendo dito isso, queria juntamente aos meus colegas, Antonio Carlos e Ricardo, abrirmos o Q&A e ficarmos à disposição pra responder a qualquer questionamento que vocês por ventura tenham. Muito obrigado. Obrigada a todos. Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas. Para aqueles que desejarem fazer sua pergunta, podem utilizar o recurso "raise hand" ou levantar a mão, que está localizado na parte inferior da sua tela, para que o microfone seja ligado. Aqueles que quiserem enviar suas perguntas por escrito, poderão fazer por meio do botão Q&A, também localizado na parte inferior da tela. Reforço que as perguntas escritas também serão respondidas ao vivo. Nossa primeira pergunta vem de André Ferreira, do Bradesco BBI. Oi pessoal, bom dia. Primeiro, parabéns pelos resultados e obrigado por pegar minha pergunta. Eu queria ver 2 pontos com vocês. Primeiro, se puderem lembrar a gente, a gente tem a negociação com a Maersk daqui a pouco, no fim de março, pro restante dos contratos, como que ficou o horizonte aí dos reajustes ao longo desse ano e do próximo nas últimas negociações. A segunda pergunta é sobre o TEV. A gente viu uma melhora nos últimos tris, mas se vocês acham agora que o problema é de demanda no mercado automotivo, tanto leve no varejo, quanto pesado, né, na função de vocês, tudo mais, a gente pode ver uma piora no cenário pro TEV. Obrigado. André, muito bom dia. Aqui é o Ricardo que está falando. Vamos lá. Sobre as questões, primeiro vamos falar sobre a negociação Maersk. Você está corretíssimo. De fato, a vigência do contrato vai até 31 de março deste ano. Nós estamos, André, em via de fechar o acordo, que será bom para a Maersk, quanto para Santos Brasil. Nós buscamos um equilíbrio financeiro deste contrato, que garanta à Maersk assegurar a capacidade competitiva no Porto de Santos. O sucesso da Maersk no mercado, André, é o nosso sucesso, dado o relevante market share que esse armador possui conosco. Sobre o Maersk, não há qualquer influência que possa alterar a tendência do fechamento ocorrer dia 31 agora. Nós estamos, desde o final de janeiro, reedificando essa aliança, tratando detalhadamente os compromissos em negociações financeiras, para poder realmente chegar no dia 31 e ter a conclusão dessa negociação tão importante para ambos os lados. Sobre o restante dos contratos, eu posso atualizá-los, que tem ainda nove contratos que vencem ao longo deste ano, a partir de abril até dezembro. Nós já temos alguns lotes médios programados. Por exemplo, em maio, nós vamos à Ásia. Há três negociações em curso com armadores asiáticos que também estão no nosso line up, e todos eles da mesma forma demonstrando qual a capacidade que nós estamos gerando no Porto de Santos, como que está a evolução e a eficiência operacional, como que estão os nossos investimentos, de que forma nós estamos entregando essa capacidade, tendo um plano de expansão da Santos Brasil. Outros 9 contratos serão reajustados entre final de abril, começo de maio até dezembro. Sobre o TEV específico, realmente Daniel foi muito feliz na fala. Ele nos trouxe uma alegria especial no ano de 2022, performando 281,000 unidades e com uma grande atratividade devido à desparidade cambial para Colômbia, Chile, e teve uma relevância e passou a Argentina no número de autos exportados para o Mercosul. Não temos uma visão de uma tendência de queda. Essa parada das montadoras inicialmente tem uma projeção muito mais de queda no consumo de mercado interno, do que projeções de exportações para os principais mercados, que ainda se mantêm aquecidos pelo que nós estamos performando em janeiro e fevereiro, principalmente no tocante ao México e à Colômbia. Essa é a nossa previsão. Essa é a visão que nós estamos vivendo já, no início desse ano sobre o TEV. Perfeito, pessoal. Obrigado. Pergunta 20, Lucas Esteves, do Santander. Bom dia pessoal, parabéns aí pelos resultados. Eu queria falar um pouquinho sobre a dinâmica de volumes, saber o que que vocês esperam, o que está puxando os volumes pra base aí nesses primeiros meses do ano. Como que vocês esperam a evolução do restante do ano, até olhando um pouco mais pra frente, qual a expectativa de vocês pra 2024? Quais seriam os potenciais drivers de crescimento de volume pra frente? Lucas, Ricardo novamente. Muito obrigado pela sua pergunta. Pelo dá tempo aí aos volumes efetivamente realizados pela Santos Brasil. Lucas, janeiro, essa questão do volume teve uma continuidade ainda do quarto tri, a volumetria foi compensada pelo número de contratos reajustados diretamente por importadores e exportadores que nós tivemos. Efetivamente, você poderá ver quando falarmos no primeiro trimestre de 2023, em janeiro foi bem linha da expectativa. Em fevereiro, teve o impacto de alguns sinais de tipo a consignação, principalmente da rota da Ásia para o Brasil, veio bem abaixo do que a gente esperava por dois motivos, que começou lá no quarto bimestre. O primeiro motivo é a queda da importação e o segundo motivo, a cabotagem. Ambos justificados pela questão dos stock das indústrias estarem realmente cheios no começo do ano, e a questão da própria taxa de juros, que recai um pouco a questão do consumo interno. A boa notícia que eu quero te dar, já emendando no resto da tua pergunta, é que a média móvel de março já retomou patamares normalizados, realmente chegando aí a 20,000 caixas por semana. A retomada já se viu em março. No segundo trimestre, na nossa visão, já vai estar bastante em linha com a nossa expectativa em todas as frentes. No curso da cabotagem, exportação e importação, tanto nós quanto os próprios armadores, que são nossos clientes, percebem uma tendência de um 23 em volumetria bem parecido com o 22. Essa é a expectativa. A boa notícia é que a retomada de março na volumetria já chegou. Lucas, eu gostaria de complementar. Assim, os resultados expressivos do setor organizante, eles dependem de volume, dependem de uma massa crítica grande pra que você consiga ter a alavancagem dos custos fixos operacionais e um portfólio muito grande mesmo, né? E também De preço adequado, né? Nós, você é acompanhante, você tá acompanhando a gente há muito tempo. Nós reduzimos muito o preço, acompanhamos o mercado lá atrás e mantivemos a massa de volume de serviços de restauração de Santos Brasil. Então assim, eu acho que o volume, a questão de volume tá resolvida pra Santos Brasil. A gente tá num momento, até o fim do terceiro, do quarto tri e o início de primeiro tri, com uma volatilidade grande, você tá acompanhando os sites. Tanto quando a gente olha pro Brasil, quanto quando a gente olha pro mundo, é como o Ricardo falou aqui, esse número tá voltando, né? Então esse número tá voltando, né? Então esse volume tá um pouco maior do que a gente teve, o ano passado. A grande mudança do ano passado desse ano de 2022 e virão à frente, é uma mudança mais no lado do mix, lado de preço, a gente tava com preço muito defasado. A gente tá voltando a preços de mercado e esse, esses são os grandes desafios. Tanto também desafios. Tanto também oferecendo novos produtos ao mercado, quanto na logística. Vamos entrar também. Cada dia vendendo mais granel líquido. Eu acho que você falou em 2024, né? O grande driver nosso de desenvolvimento, de expansão de EBITDA vai vim de melhora de margem, via novos produtos, via a reprecificação que já aconteceu. A gente tá voltando pra os preços de mercado do Brasil. Eu acho que é isso, é mais isso. Agora, eu acordo um positivo, né? Em nenhum momento a Santos Brasil parou de investir em capacidade. A gente vai entrar em 2024, 2025, 2026 como grande provedor de capacidade no Porto de Santos. A gente no Porto de Santos. A gente continua investindo, assim, uma velocidade muito grande, o Percom vem crescendo quase no mesmo tempo de capacidade por ano, para que o porto tenha condição de crescer e seguir lá. A gente vai continuar oferecendo serviço premium, né, para o armador, oferecendo serviços premium para carga, com isso a gente quer atrair a maior parte do movimento no mercado. A gente vai poder assistir, caso haja crescimento de A gente vai poder assistir, caso haja crescimento de volume no porto, além do aumento de margem, ganho de market share. A situação é assim, muito bacana, onde a gente vai ganhar market share e vai aumentar a margem, né? É muito especial o momento que a gente plantou muito pra colher isso agora. Perfeito, Antonio Carlos. Claríssimo. Muito obrigado. Bom dia. Nossa próxima pergunta vem de Gabriel Rezende, do Itaú BBA. Gabriel, we have opened your microphone. You may proceed. Gabriel Rezende. Temos uma pergunta via texto do Guilherme Mendes, da J.P. Morgan. Bom dia e obrigado pelas perguntas. Qual a expectativa atual para o STS 10? Esperam alguma mudança no projeto? Como avaliam o fim da parceria entre Maersk e MSC e o impacto para o Porto de Santos? Obrigada. Guilherme, bom dia. Aqui é Antonio Carlos falando, né. A expectativa de mudança de projetos, sim, eu acho que tem duas coisas que voltaram pra prancheta, né? Um projeto de licitação da autoridade portuária, já tinha visto isso acompanhado na imprensa. Eu acho que também o STS 10. O STS 10, ele tá localizado na última área, bem ao fim do Porto de Santos. A última área que tem dimensão grande, né? Uma área de quase 600,000 metros quadrados. É uma área que tá no terminal de fertilizante, que vai ser feito na boca da praia, porque precisa de desalojar o terminal de passageiros. Assim, o lugar que se teria a um custo razoável de colocar é nessa área, tem a, toda a parte de veículos e de carga de projeto que se movimenta ali. A gente acredita que, com o nicho morto pra mesa, pra tentar se acomodar ali na área. Eu acredito que esse projeto seja, ele seja revisto pra que se acomode os remessos que isso aí tá em jogo. Não tem, eu acho que, deve voltar à estaca zero em desenvolvimento de projeto. Mas sem sombra de dúvida ele vai ser discutido, que é, no médio prazo ele é necessário, né? Eu Eu pensei antes, a gente tem investido muito, a gente tem capacidade pra suportar o crescimento do porto nos próximos anos. O anos. O porto ele tem crescido um pouquinho, então mais ou menos o que a gente vai ter de crescimento e a Santos Brasil tem condição. Assim, algum momento, vai se precisar ou o porto de expansão da TPP da Santos Brasil ou criação de um parque novo. Acho que esses são os caminhos, isso voltou à mesa. Eu acho que é típico do Ministério dos Transportes e do Ministério de Portos e Aeroportos. É muito. Ministry, of course, and the airports are all very good. There are high sea standards, ministries that will make sure that they will come up with very good works to make sustainable the growth of the state of São Paulo and the Port of Santos, without hampering the ecosystem with containers and other cargos that will be necessary for the development of the state. Guilherme, Ricardo, once again, regarding your question about our analysis or vision on the end of the partnerships with MSC. I was in the MSC. I was in the state of Panama when this public choose from the vertical of our client, MSC. The business vertical is for South America. It's a very well-established agreement, the way that they operate, the terminals that they have. This is not a concern for the Port of terminals that they have. This is not a concern for the Port of Santos. First, partner common asset in MSC called BTP, that has 700,000 containers at Port of Santos. Our relationship's always existed. We have contracts not only with MSC and MSC, but also with all of the other shipowners in Brazil. If we don't Brazil. If we don't identify any influencer impact or consequence on the relationship that we have, we will continue on with our contracts with each of these operators, of course, respecting its shipowner. This should occur only in 2025. Our contracts will continue to be reviewed. There could be an adjustment in terms of volume in the terminals, always respecting the commitment that they have with Santos Brasil, not only with ours, but also MSC commitments that they have with BTP, which is the terminal where they do have a partnership. A question from Gabriel Rezende from Itaú BBA. Well, Gabriel has sent a text questions. Follow-up in terms of volumes, import and export mix. Should this continue on in similar levels during the coming quarters or is there additional trend for accommodation in imports? Which is the competitors' capacity for expansion in the port, and which is the room that you would have for this expansion? Gabriel, thank you for the question. Regarding the volumes, we spoke about this in the previous question with Lucas from Santander. We're going to zoom in and we speak about the mix, the consignments that was below what we normally see in January, and in February are now at levels above 70%. Exports have resumed and cabotage had an extremely good reaction in the last four weeks. What we might say is that there is no threat that we could understand or view when it comes to our volumes, anything that would cause a retraction if compared to what we are doing in March. Our expectation, as well as the expectation of terminals and shipowners and others, is that the inventory of the industries has reached a more acceptable level. Beginning in level. Beginning in April, we should resume working with more advantageous volumes for both parties, enabling us to reach a position of balance as we did in 2022. There's a clear trend balance as we did in 2022. There's a clear trend to return to the volumes very similar to those of 2022, especially in the second trimester. This is Antonio Carlos Gabriel regarding room at the Port of Santos. We have three terminals operating, offering services and container operations. These are our main lines. There is a good terminal divided between pulp and paper, but with very little room to enhance the capacity. It would be a marginal capacity. Capacity has to be gained through productivity by a better match of services. There really is no other way to expand unless you're willing to pay an extremely steep cost in external yards. This is not an idea that should be adopted. The only one that has a consistent path towards expansion with a project that has been approved is Santos Brasil. We may have an independent terminal or É, via aterramento ou alguma coisa assim, e o resto da área ser usada pra outra coisa. Isso deve ser resolvido esse ano. Assim, eu olharia no médio prazo, a aumento da oferta de espaço, somente via Santos Brasil, que hoje tá com 2.4 million TEU, pode ir até 3. A gente já tem projeto de porto até 2.6 million TEU. A área de Saboó. Aí a gente tem que ver quantos metros quadrados do Saboó vai ser dedicado a container, quantos vai ser dedicado ao terminal de passageiro, quanto vai ser dedicado a, eventualmente, à carga geral, que hoje é mal entrada no Saboó. A gente não tem isso claramente ainda. Eu acho que esse novo governo que assumiu tá até bruçado sobre isso. Tanto o secretário de portos quanto o ministro Márcio França conhecem muito o Porto de Santos, eles são de lá. A gente tem confiança que vai sair um projeto que acomode a tudo e a todos. A próxima pergunta vem de Bruna Moraes, Goldman Sachs. Entendo o efeito da sazonalidade no volume do quarto Q versus anos anteriores, mas o volume continua fraco no início de 2023. Ainda é possível crescer volume este ano, dado a queda relevante em janeiro e fevereiro? A partir de que momento do ano a base de comparação fica normalizada na visão da empresa? Deveríamos esperar o retorno à correlação com o PIB a partir deste momento? Bruno, muito obrigado pela pergunta e pelo acompanhamento aí tão em detalhes que você tá fazendo da volumetria. Conforme ressaltado, março já foi um mês de virada no começo de 2023. Acreditamos realmente, com estudos bem sofisticados de predição, acompanhando cada navio carregado em cada porto da China, que a consignação já retomou patamares da sazonalidade normalizada de um 2Q, bem mais tracionado. Também entendemos que o 3Q, pelo retorno da sazonalidade, é normalmente conhecida pré-pandemia, virá de uma certa forma pujante. Quanto ao fechamento do ano de 2023 versus 2022, nós acreditamos numa tendência bem equiparada ou marginalmente acima. Isso é o que nós entendemos que tem já de melhor predição para 2023. Você vê, por exemplo, que a SPA anunciou pra este ano um crescimento de 3%. Quando ela anunciou isso no final de December, ela talvez, assim como nós, não tínhamos uma visão de uma retração da importação como foi. É factível, sim, que a partir do segundo tri, com essa melhor tração e principalmente com a sazonalidade do terceiro tri, que é a mais importante nas redes terminais portuárias e do movimento das cargas, retorne patamares efetivamente de volume de 2022 ou marginalmente acima. Essa é a nossa aposta, essa é a nossa tendência e essa é a nossa vigília de cada consignação de navio carregado, principalmente na rota Ásia-Brasil. A próxima pergunta vem de Pedro Bruno, da XP. Bom dia, pessoal, cês me escutam bem? Positivo, Pedro. Obrigado. Desculpa, desculpa insistir nesse tema, mas eu queria fazer um follow-up da pergunta. Acho que foi uma pergunta que foi feita, acho que até no início da sessão aqui de perguntas sobre volume, e o Ricardo comentou sobre janeiro como já tendo uma compensação, entendo eu, que de receita pros volumes que vieram um pouco abaixo do que, do que se esperava. Eu queria confirmar o que que era esse efeito, que pode ter sido eu aqui que não entendi muito bem. E aí a partir de fevereiro, março, eu entendi bem a explicação, mas acho que em março o Ricardo comentou de média móvel retomando. Queria confirmar se o entendimento é esse, que você comentou, que acho que hoje os volumes ainda não tão divulgados de março, né? 20,000 caixas, e eu entendo que isso seja no Tecon Santos, eu queria confirmar se é esse mesmo o entendimento. Aí essas 20,000 caixas, de fato, elas já ficariam fazendo uma aproximação, assim, grande, né? Se você assumir 4 semanas no mês aqui, essas 20,000 caixas já ficariam significativamente acima de fevereiro. Ainda abaixo do que acho que o que você acabou de comentar, né, da expectativa de estabilidade pro ano. Essas, entre março e dezembro, a gente precisaria tá rodando talvez algo mais próximo de 24,000 caixas por semana. Aí foi dito já a sazonalidade, etc, do terceiro trimestre, se é esse mesmo o entendimento, que 24,000 caixas no, por semana, vamos dizer assim, pro resto do ano, é um patamar de pelo menos uns 20% acima dessas 20,000 caixas atuais. Desculpa de novo insistir, já foi feita algumas vezes essa pergunta. Não quero ser repetitivo, mas só pra confirmar alguns desses entendimentos, por favor. Obrigado. Pedro, muito obrigado, sem problema nenhum em tirarmos as dúvidas quantas vezes for necessária. Você entendeu corretamente. Janeiro eu disse que independente da retração de import e cabotagem, nós tivemos alguns upsides, principalmente na estratégia comercial, no mix e na estratégia de pricing. Essa volumetria realmente não mudou o ponteiro negativamente em absolutamente nada pra nós. Em fevereiro, de fato, a retração foi bem maior. Teve o Ano Novo Chinês, teve algumas omissões, blank sailings de alguns navios. Essa regularidade de serviços faz com que a comparação com 2021 fique realmente imperfeita, como o Daniel citou aqui no começo. Essa questão de média móvel que nós comentamos, na casa de 20,000 caixas semanal, ela já faz com que a gente tenha um março muito mais favorável do que foi fevereiro. A tendência que a gente tem a partir de abril e maio, é que esta volumetria de 20,000 seja maior, sim, mas isso não é de uma forma cativa, padronizada semanalmente, multiplicando pelas 52 semanas até o final do ano. Existe a sazonalidade. Existe o 2º tri nesta condição e um 3º tri que vai passar disso. Por isso que a gente fala pra você que é uma previsão de volume para questão ao total do ano, muito similar à 2022, ou marginalmente superior, porque pra que isso ocorra, o 3º trimestre realmente tem que voltar numa sazonalidade de importação de todas essas datas comemorativas que impulsionam a importação no Brasil, de forma que nós já estávamos acostumados a ver desde 2019, antes da pré-pandemia. Se eu puder aqui só pra fazer um arremate também. Eu acho que volume é sempre uma variável incerta. Você tem pouca previsibilidade com muitos meses de antecedência. É uma variável que nós vamos ter que viver e conviver com ela ao longo do ano. Sentindo, é, alguns sinais de retomada de consumo, de eventualmente maior disponibilidade de crédito, dum apetite das empresas de investir, talvez isso incrementa carga conteinerizada, tá? Assim, o que, o que nós conseguimos hoje enxergar, é, depois de um fevereiro duro, né, meio que, assim, aquém até da nossa expectativa, é um março retomando a sua normalidade dentro daquilo que nós esperávamos e um segundo trimestre que deve fechar já conforme o nosso orçamento. Nos dá uma confiança de dizer a vocês hoje, de que, ao final do ano, parece que teremos aí uma estabilidade, é, de volume 2023 contra 2022. Nós não temos a expectativa de que, assim, haja um crescimento importante de volume ao longo de 2023. A nossa melhor expectativa hoje é que ande de lado esse volume, também sendo supersincero, conviveríamos com uma queda, tá? Uma queda ligeira, sem problema também. Estamos preparados também para esse cenário. Nós não achamos que o resultado da companhia será composto em 2023 na ponta do volume. Qual é a boa notícia? É que também não estamos esperando uma queda vigorosa ou uma piora desastrosa de mix. É muito o que o Ricardo falou, esse mix deve ficar razoavelmente pari passu a 2022, em que pesa uma queda na importação. Eu digo isso em dezembro, por exemplo, mas já não parece ser aqui o caso agora no primeiro tri, apesar da queda do volume bruto. O nosso jogo nesse ano, gente, não é na ponta do volume. Eu entendo a conta. Pô, eu vou ter que fazer a compensação aqui, porque senão eu já tenho que modelar uma queda de volume, se o terceiro tri, por exemplo, se comportar como 2022. A gente ainda acha que há espaço pro terceiro tri. Tô falando do terceiro tri, porque a sazonal é o pico, né? É compensar essa queda, experimentada em fevereiro, principalmente. Acho que é trazer um pouco dessa, assim, um pouco do que tá na nossa cabeça pro ano. Acho que o nosso jogo não tá aí, não tá em volume. Me permita mais uma informação, até fazendo uma alusão que Antonio Carlos comentou sobre produtos. É lógico que volume de contêiner é importante, né, como variável. Pedro, nós acabamos de fechar em janeiro com uma empresa global, quem viu CC Freight Forward, um novo contrato, que a despeito de queda de importação que aconteceu em janeiro e fevereiro, os tickets da logística dos Cleas vêm trazendo extrema alegria. Eles não estão acompanhando essa retração da importação. Eles sofrem o impacto, mas o mix da carga consolidada, do que a gente chama de LCA, e de fechamento de novos contratos com volumetria e tickets muito maiores, inclusive do que o que nós costumávamos ter, traz essa, esse balanço que o Antonio Carlos falou, do que que nós estamos trazendo de novos produtos e de ofertas, não só focado em questões de serviço pontuais. Tá perfeito, pessoal. Obrigado por todas as explicações. Próxima pergunta é de Lucas Esteves, do Santander. Lucas Esteves from Santander. Pessoal, mudando aqui um pouquinho de assunto. Queria, se vocês pudessem comentar com a gente aí uma atualização de como tá o projeto lá de Itaqui, os investimentos lá nos terminais, fechamentos de novos contratos. Só dá uma conta pra gente do que vocês esperam aí pro ano. Lucas, bom dia, aqui é Antonio Carlos. This is Antonio Carlos. Projeto de Itaqui, só relembrando, né, é um projeto de a capacidade estática de 200,000 metros cúbicos. Nós já temos funcionando 50,000 metros cúbicos. Esses 50,000 metros cúbicos foram disponibilizados em novembro do ano passado. A gente já vendeu 60% dessa capacidade. O próximo, a próxima entrega de capacidade vai ser final de 2024. A gente receberá mais 50,000 metros cúbicos. Teremos 100,000 metros cúbicos, que essa é a totalidade dos dois brownfields. A gente terminaria toda a repaginação, todo o rearranjo dos brownfields, iria pra 100,000, que é a metade do projeto, né? Em 2026, a gente vai receber os outros 100,000 metros cúbicos, que é a finalização do acordo de Itaqui. A gente antecipou a entrega de capacidade. A gente já contratou o épicista, a obra tá andando com, digamos assim, projetos, tá andando no cronograma esperado, que a dinâmica de volumes e preços da região também tá dentro dos nossos estudos. Eu acho que é um projeto que tá indo muito bem. A gente repete o que disse, né? A aderência desse projeto é ao agronegócio. Ele entra pra abastecer uma região que tá em desenvolvimento, tá migrando de pecuária pra agricultura. A gente acha que a gente acertou em cheio. É da paciência pra aguardar a capacidade chegar, pra que ele tenha uma expressividade maior dentro do nosso portfólio. Excelente essa clareza, Antônio Carlos. Obrigado. essa clareza, Antônio Carlos. Obrigado. Thank you. Thank you very much, Antonio Carlos. A próxima pergunta vem de Pedro Moreira, da Atria Investimentos. Como a companhia está vendo a armazenagem para 2023? Podemos esperar índice de retenção acima de 50% e dwell time em linha com o quarto T22? Pedro, muito obrigado pela sua pergunta. É extremamente criteriosa e importante aqui, no momento que a gente tem que acompanhar volume em todas as nossas negócios. Falando sobre dwell time, ele está em linha e até um pouco acima do que o quarto trimestre de 2022. Sobre a armazenagem, nós efetivamente estamos mantendo uma retenção acima de 53%. É lógico que quando os gargalos logísticos deixam de existir, que a regularidade de serviços acontece, ele traz realmente uma intensidade nessa armazenagem, que nós temos que estar sempre de olho. Na fidelização dos nossos clientes, isso nós temos uma área de customer success muito atuante, além de toda a questão relacionada a pricing, à inteligência de mercado, pra acompanhar o lifetime value do cliente conosco. Saber exatamente qual a volumetria que tá entrando pelo Porto de Santos, o que que vem pelo Tecon, o que que vem por fora. É os compromissos de volume acordado conosco pra ter uma tarifa competitiva dentro do Tecon. Assim, não estamos vendo nenhum tipo de risco nem pra retenção, comprovado já no primeiro trimestre. Vocês vão ver logo que a gente possa ter a próxima reunião, como também dwell time, que está 1 ponto 1 dia acima do quarto trimestre de 2022. Pedro, eu gostaria de complementar, 2022 não foi um ano bem que importa essa questão do volume, que ele cresceu, flutuou muito de trimestre a trimestre. A gente espera uma recuperação do consumo agora pra 2023. A gente acha que tem boa perspectiva. Assim, o nosso foco, ele efetivamente não é market share, não é volume. Você tem perguntado muito sobre volume. Nosso foco é qualidade de receita. Nós construímos em último 5 anos, acho que o Ricardo falou isso aqui agora, diversas ferramentas que nos permitem investigar de maneira muito objetiva a qualidade da carga que entra no Porto de Santos. Porto de Santos. Que serviços nós poderíamos prestar a essa carga pra justamente melhorar o preço médio, né? Esse sim é o nosso trabalho. Novos produtos, melhorar a carteira de cliente e sem olhar muito pra volume, assim, de uma maneira geral. Você perguntou sobre retenção. A tendência, né, enquanto a gente vai aumentando a capacidade e o volume cresce nesse, nessa relação aí que a gente tem vivo hoje, a tendência é aumentar a retenção. Porque pra market share, a gente vai acabar muito fácil, né? A gente vai acabar usando isso para aumentar a retenção. Eu acho que o momento para a gente é até um momento bom. Eu acho que a expectativa é uma expectativa de aumento de consumo. Acho que o automotivo está voltando a ter partes têxtil. Acho que as cadeias logísticas estão se normalizando. Eu acho que a tendência é voltar até o nível de volume que a gente tinha antes. Isso ajuda muito a importação de fosfato. Para fazer perguntas, basta clicar em levantar a mão ou enviar por texto através do botão de Q&A. Não havendo mais perguntas, passo a palavra novamente para o Senhor Daniel para as considerações finais. Final, final mesmo, só agradecer novamente aqui toda a, todos vocês por prestigiarem a nossa conferência e até a próxima. Um forte abraço e um bom trabalho a todos. A conferência da Santos Brasil está encerrada. Agradecemos a participação de todos e tenham um bom dia.
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